delírio

Querer cicatrizar o prazer por dentro dos órgãos digestivos, engolir o sabor dos sussurros imperativos de cada pedido, estar perdido para o inferno enquanto os pés pisam no céu da sua boca, querer a meia parte do poder que é o território do seu corpo, fingir que só metade basta pra se convencer que completamente é muito, é pouco, porque ser o bastante é até demais, chega a ser insuportável eu me permitir ser um pouco de você, faço-me de boa quando beijo seus ombros, faço-me de má quando arranho suas costas, não me deixo encontrar em nenhum extremo, que é no meio do caminho onde é mais interessante se perder, fugir pras entranhas desse labirinto do qual o último objetivo é sair, contanto que seja sempre a fuga, sempre a perda, sempre a dúvida, eu procuro o desencontro pra que sempre haja a busca insaciável de não possuir respostas, até que interrogações condensem meu estado insólito e apático de odiar com as unhas e amar com os olhos.
Devora-me ou te decifro.

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