terceira vez

Uma torta de limão. Minha irmã faz tão bem.

Se sou eu, queima.

Não faz parte do meu quadrado, não pretendo me casar.

Branco, buquê, eu aceito.

Ele disse eu te quero como se fosse uma ordem.

Alguém ia cuspir fogo, queimar a barra do vestido.

É hereditário como os dedos dos pés. Segundo dedo maior: ciúmes.

Novecentos quilômetros e me senti ameaçada.

Quero ser a caçadora agora, tirar a carne e a pele e me satisfazer. A sangue frio – que não tenho.

Ele disse eu te odeio e eram duas da noite. Pra mim não existe madrugada quando acordo. Meu relógio orgânico é que diz que horas são.

Meus olhos não paravam de tremer e ficou o gosto de guaraná.

Vinte e quatro horas são pouco tempo pra viver e muito tempo pra esperar.

Ele disse eu te amo e me cobrou como se eu não amasse. Não estava pronta pra amar, quem dera pudesse dizer. Não pretendo e fico sem pretendentes.

Estado civil: desinteressada.

Poderei roubar o que ninguém espera, deixarei metade de mim pra trás como quem passa a perna sem escrúpulos. Usarei o coração de quem se despuser no caminho, já que o meu se recusa a funcionar.

Saia da frente que eu quero ver o sol nascer, não me impeça, meu brinde é pra te fazer sofrer.

Ele disse não quero mais e eu pedi um motivo. Foi uma lista.

Meu motivo é este: sua incoerência.

Um comentário sobre “terceira vez

Deixe um comentário

Preencha os seus dados abaixo ou clique em um ícone para log in:

Logotipo do WordPress.com

Você está comentando utilizando sua conta WordPress.com. Sair /  Alterar )

Foto do Google+

Você está comentando utilizando sua conta Google+. Sair /  Alterar )

Imagem do Twitter

Você está comentando utilizando sua conta Twitter. Sair /  Alterar )

Foto do Facebook

Você está comentando utilizando sua conta Facebook. Sair /  Alterar )

Conectando a %s