fruta

Eu quero a polpa. Que na mordida se desfaça a necessidade, que no toque satisfaça o desejo. De toda carne, tão sagrada seja guardada a resposta, num santuário feito de mel. Ficaremos ali, adoidados, idolatrando sua pele, cobiçando possuir o que de mais sutil se esconda. Lá dentro, a textura fria mas um tanto morna, pois numa breve aproximação aquece a fome. Ela feita do que alimenta os sonhos, muito mais que a paixão. Essência que move todos os anseios mais profundos. Nesta busca, onde quer que esteja, o que se consome fica ainda mais consistente, incapaz de putrefazer. De puro fel, morde-se o destino.

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