alvorada

vou pendurar uma estrela-do-mar na porta da frente
absorção freática dos cinco pontos cardeais da Terra
alguma antigravidade pra quando não houver rumo
três apitos, todos os pés que correm descalços além
nenhuma rima pra quando houver novas jornadas
na próxima alvorada, não serei versos e sons e vogais
almoçarei as consonantes dos vértices impostos ali
naquele canto em sol menor de uma sexta feira qualquer
quero um sustenido desafinado pra ter que corrigir
eventualmente.

se for preciso eu canto o silêncio
eu planto a solidão e recolho as ternuras dos vasos
as flores acordam nos acordes de um violão desses
isso não me cativa mais, me apaixono pelo que não sei
o desconhecido é mais poético quando é imprevisível

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