dois

E da carne fez-se o antro que de encanto não se sobrevive, é nos cantos mais sombrios que o amor pode ser destroçado a ponto de sangrar pelos poros, ou domar com os cabelos ou se safar do medo de ser mais ainda humano. Até que não seria ruim… arruinar feito um prédio mal acabado daquilo que não serviu pra ser lapidado mas foi, com pinturas sobre paredes descascadas e infiltrações vindo de todos os lugares como um mofo que cresce pelos órgãos que foram esquecidos: um instante – acabo de lembrar do meu café da manhã, leite puro até que se prove a intolerância à lactose e queijo e facas e queijos que você nunca experimentou. Deite-se sobre uma toalha xadrez e jogue, não venha me dar um xeque, eu sei ganhar e posso; enquanto isso, vão querer abominar nossa estrutura desde às fundações até as telhas.  Só acenda a lareira, não ligue pra mais quantos invernos continuarão tentando e falhando que é o que fazem de melhor; enquanto fazemos amor com o que temos direito, indo e vindo por estradas sem medo de correr, sem medo de frear, sem medo de esperar. E sem medo de esfriar, porque não esfria mais quando se tem dois.

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