do gosto do trago

Nenhum amor tem gosto de morangos podres. No máximo, tem uma cor pueril que finge que não morre ou que sequer nasce. Sempre esteve ali, macio a ponto da mordida desesperada. Se sangrar, que sabor. Se secar, um desperdício não saborear cada órgão escondido nas suas sementes. Quem não entende de fome, jamais entende por que os morangos são uma doença. O quanto dói arrancar sua beleza com os dentes. Pra isso é preciso ser dono de tamanha intensidade, senão que gosto fraco e seco teria.

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