dama da noite

Se eu dissesse não
seria o mesmo que dizer sim?
Ou se eu lavasse minhas mãos
estaria vagando a esmo?
Se eu não tomasse posição
poderia estar então me enganando?

Este é o mesmo lugar
comum.
A calçada, ponto de ônibus,
Placas e manifesto feminista,
Despedida às nove,
Dama da noite no jardim.

A mesa está posta,
A cama está pronta,
O corpo está quente,
O futuro está à beira
do abismo do destino.

Mas antes disso, a escolha.
Depois disso, a consequência.
Enquanto isso, uma pendência.

Fico à espera
embalando outra canção.
Fico à espreita
de uma nova decisão.

Sou eu, número trinta e cinco,
Medida quarenta e dois.
Nossas casas são contraditórias,
Com numeração invertida,
Famílias invasivas e sem flores.

Publicado em: poesia | Marcado como:

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