até a última rua augusta

Desci naquela calçada, era quase noite, com o mesmo brilho de que eu me lembrava. Mas fiquei tão fascinada pela beleza esculpida pela sujeira que perdi totalmente a lembrança. Fiquei ansiosa pela noite que vinha. Que noite. Olhei pela janela o aconchego dos prédios, fiquei imaginando se havia moradores mas constatei que… não. Não era um lugar familiar, nem um pouco. Ali tudo era construído para a boemia e aqueles que não aprenderam ainda a perder a intensidade. E como estive intensa, sem precisar te dizer. Ah, Augusta, quantas sensações perdidas, não sei nem mesmo por onde andei. Eu me encontro, ainda, tão fascinada por essa misteriosa obscuridade. Quero-te, como engolir a sede e soprar as dores. Não me arrependo de ser tua mais uma vez. Aqui nesta rua não há espaço para culpas. Até a próxima madrugada.

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