campainha

Se baterdes à minha porta, atenderei?
cara de sono ou semblante encantador,
ou ambos, ou sem expressão?
serás derrotado ou um vencedor?
terei medo ou terei coragem?
serei forte ou serei fraca?
terei desprezo ou terei saudade?
só saberás, se baterdes à minha porta.

E, quando os olhos se reencontrarem,
serão os abraços do mesmo jeito?
haverá febre, haverá ternura?
ou apenas consentimento?
mas, se baterdes à minha porta,
virás tu com o mesmo defeito?
serei eu a confusa de sempre
e o que dirás, dito e feito,
serás contenda ou promessa?
ou seremos estranhos perfeitos?
e, quando perguntares do meu amor,
deverei mentir ou me entregar?
ou será que nem sequer sentirei
como quem nada pode lembrar?
ou talvez sequer perguntarás
e eu decepcionada, resignarei.

Mas, se baterdes à minha porta,
sem propósito, não pode ser,
deverás ter algo a me dizer?
ou virás apenas me desafiar
a te dizer primeiro com o olhar
o que meu coração recusa ter?

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