cura

Se eu me desintegrar nas brumas enquanto atravesso ou me transfigurar neste feitiço, o contorno da boca fica preso no espelho, a assinatura é automática como um código de barras decodificado. Meu número é um vermelho bloqueando a tinta fresca que tenta esconder a sua parede. Põe os papéis picados dentro da fogueira, faz queimar em cinza e pó a estrutura desse labirinto, quando as cercas vivas começarem a despencar, então será um campo infértil abrindo como um deserto à sua volta. Todas as fortalezas vão caindo, em solo sagrado, no nome santo que se ecoa fino no sopro do seu descompasso. Vem num vôo breve, beija o seu orgulho ferido e desmancha a cicatriz.

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