confessionário

Nada fica por cima deste último trago, a noite engole a cidade e eu engulo as cinzas. O passado reflete na última lua cheia do ano que foi embrulhado com alegria nas manhãs de segunda feira. Quando der meia noite eu ficarei atenta a qualquer sinal do vento. Eu só escuto o vento arranhando os prédios, cantando sua revolta, correndo e me procurando no escuro. Você dorme e sonha com isso, sonha alto na sala no sofá na tarde de outro sábado. Eu te resgato um dia e prometo que o paladar não terá esse gosto de agora, o que ficou pra depois veio de uma promessa antiga, feita em outra língua que já se perdeu no tempo, morremos e nascemos e morremos e nascemos e vamos morrer um dia, até quando esse desvio vai continuar? Não se atrase nessa vida que é uma chance única de me amar como sou feita agora de carne, osso e uma pitada de fel, dá um desconto que sou só humana demais e não tenho medo de cair no abismo e rezar pro chão não chegar nunca mais dentro do seu peito.

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