um resto de mim

Te digo o sopro
afago o sono que desdenha em mim
desenha a pele o arrepio
rasgando a carne dentro
toda desvario e insolência
castigo a índole que dorme cedo
fico inteira demência e pranto
enquanto o gozo comigo
apodreço e fico osso
perante a hera
os ramos de trepadeiras
cobrindo o muro
a herança
o buraco escuro adormece
ainda nino tal criança
cobrindo o medo
ocultando o rosto
quando durmo assombro
sou fantasma de mim mesma

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