pagando contas

Tenta me contar as horas, mas como quem conta as notas de dinheiro, passando os dedos folha por folha, assim na minha pele. Encaixa suas digitais nas minhas digitais, trazendo além da virtualidade os amores marcados em labirintos. Corre comigo nesse labirinto, como a cheia de um rio que permeia os leitos. Sejamos leito, deitados e velozes, em desvios e curvas, em lençóis freáticos que vamos descobrindo. Vamos nos descobrindo, tirando todas as censuras, quebrando as leis civis e físicas. Sejamos imorais como corações selvagens sabem ser, brotando da terra feito matos e pêlos e mãos aventurosas. Sejamos carne crua e pulsante no lugar dos relógios tiranos, porque o tempo – ah, o tempo – não é da conta dele o nosso desejo.

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