rua sem saída

destoa do ócio e fica tatuagem
canta em braile na minha pele
lê minha nuca com a ponta dos dedos
e meus lábios com a sua língua
e meus pensamentos com seu desejo
quero te alfabetizar em silêncio
na linguagem que inda desconheço
enquanto gemidos tocam em coros
na rua vazia em que meu corpo
é uma rua sem saída e seu corpo
é uma casa sem janelas abertas
deixe-me claustrofóbica
em tantos graus celsius da tarde
nosso sangue entra em ebulição
meus neurônios fritam em sua boca
que mastiga meus anseios
enquanto sou seio em suas mãos
vem ficar cicatriz aberta na pele
e doer doer doer que eu até
fico mais viva

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