dessa fome

te mastigar feito uma palha de mato
até se desmanchar na boca e grudar
o gosto de cidreira nas papilas
te degustar na minha saliva
a língua deslizando o céu
de toda boca e as paredes
de todos os dentes sujos
te morder e triturar as camadas
como cebola crua que faz chorar
enquanto te como aos pedaços
faço arder o rosto todo e o corpo
te engolir como tragos sôfregos
respirando mais seu suor de homem
que oxigênios suficientes
minhas sinapses que falham
enquanto eu te consumo
feito uma droga na primeira vez
uma descoberta imensa que

assume-me pelos membros todos que antes
nem existiam

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