cinzeiro de porcelana

fiquei consumindo-me no seu cinzeiro de porcelana
acesa
você tragou-me
silêncio pensativo
coração esquivo
larguei-me em seu cinzeiro
feito um corpo cansado na banheira
seria num tempo de uma sexta-feira
com trânsito intrafegável nas vias
a janela aberta da madrugada trazia
um eco morto da noite insana
lençóis amassados na cama
gosto de maresia
e nicotina

eu continuo acesa no seu cinzeiro
me desfazendo em cinzas
até apagar as luzes

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