lâmpada orgânica

num instante, fez-se luz
naquele cômodo chamado
[beijo
as paredes ocas fecham-se
como as ostras constroem
quartos e salas privativos
no meio da travessia
ninguém vê nem sabe

– o que se passa –

entre as quatro paredes
inventadas das nossas
[bocas
somos prédios em construção
acabaram de instalar

– plim! –

[eletricidade
com um toque
todas as luzes acendem
uma outra cidade inteira
pode chover! quantas forem
as tempestades de verão
a luz por dentro não se apaga
com qualquer que seja
a devastação do lado de fora

a cada beijo de primeiro beijo
um encontro novo de elétrons
dançam e se explodem

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