túnicas de platão

eu me despi das túnicas de platão
prefiro o corpo todo no sol
queimaduras de terceiro grau
porque poesia não marca a pele
nem a ferro nem a fogo
versos só provocam
não me levam ao orgasmo
com tanto rodeio na praça
a sua virtualidade me desgasta
preciso é dos sussurros
e dos gemidos e dos olhares
e das mãos e dos lábios
e do timbre e do aroma
e o arrepio na pele quente

prefiro passar frio e me despir
das túnicas ornamentadas de platão
prefiro ser só minha pele
e a carne crua na sua mão

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