feitiço pra dois

pra te abrir, talvez eu precise de uma navalha
cortar as entranhas ao meio
escarafunchar o seu peito
e assistir os músculos trêmulos às falhas

quem sabe assim a pele deixa de ser couraça
você me abaixa os seus escudos
só com os olhos eu te desnudo
que num espasmo mórbido me abraça

aprendo a deixar minha poesia às traças
e te esfaqueio num golpe
eu me engasgo num gole
meu feitiço no muro permeável ultrapassa

Deixe um comentário

Preencha os seus dados abaixo ou clique em um ícone para log in:

Logotipo do WordPress.com

Você está comentando utilizando sua conta WordPress.com. Sair / Alterar )

Imagem do Twitter

Você está comentando utilizando sua conta Twitter. Sair / Alterar )

Foto do Facebook

Você está comentando utilizando sua conta Facebook. Sair / Alterar )

Foto do Google+

Você está comentando utilizando sua conta Google+. Sair / Alterar )

Conectando a %s