um rio sempre vai dar mar

o desejo não cabe nas linhas
mas veste-se em digitais
seus caminhos de rio
encaixam nas curvas do corpo
e no leito da cama

eu me deito toda molhada
correndo sem rumo nos afluentes
quero percorrer todo seu peito
nascer na boca
e desembocar nas vísceras
te cortar um continente
ser natural essa paisagem
que desagua sem pudor

na foz
que é coração urgente

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