mestre sala no cangaço das ilusões

eu te espalho armada com uma faca de manteiga
abro-te um pedaço no pão
e mordo
com minha fome humana de mulher
eu te dispo neste samba-canção
faço o enredo e o roteiro pra desfilar na avenida
com voz rouca que rasga a madrugada
eu te peço pra ser meu carnaval
sem choro nem vela
só serpentina, confete e bolha de sabão
pra abrir minha janela
com sol ou chuva e me desabotoar
sendo assim, eu te deixo usar da violência crua que é roubar um beijo
tal qual um cangaceiro abrindo o mato seco com armas de fogo
eu me infiltro neste tiroteio
me permito ser atingida

e de todas as palavras preferidas
eu te escolho o cerrado
com o gosto
da cidreira

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