parte doce da mordida

não era o medo derramado
era neblina na madrugada
foi um pedaço doce
do céu estrelado
que veio brilhar na minha boca

enquanto a loucura não cabia
numa casa quatro por quatro
a metade da metade do abraço
a gente fazia um espaço
pro alvoroço da vida

mordia até o caroço
das horas que traçavam o rio
abrindo o mapa da fazenda na pele
com as mãos cheias de fome
desenhava até raiar o dia
e a afazia dos batimentos cardíacos
marcarem um sambinha
pra cinco da manhã

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