marujo na névoa dos estilhaços

Destrava todos os ossos
Desfaça todos os nós
Desembaraça a minha sanidade
Que tomou o leme por tanto tempo
Navega às ondas e ao vento
Perde-se na turbulência do mar
Batendo de frente com o cais
Que é a mente do ser racional
Deito-me  no convés do seu peito
Escuto esse bruto marulhar
No balanço inconstante das mãos
Que se dão pra segurar o medo
Na trava dos meus dedos
Afrouxa todos os ais

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