abissal do oceano interior

afundo no oco das suas costelas
adentro uma caverna dos seus barulhos
pulsa a música como uma rádio distante
conheço a melodia de alguma vida passada
mergulho alguns metros no oceano do seu peito
pra quem sabe lembrar melhor o caminho
pro abismo escuro da nossa natureza
ficar cega surda muda
tocar o intangível
abraçar ondas invisíveis
colecionar as bordas das digitais
que desenho no jardim de areia sobre a mesa da sala
ninguém abre os olhos enquanto se afoga
respirando o gosto outro em si

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