sob o azul

ficamos azul
sob a abóbada escura
era céu nuvem árvore lona
como no centro de uma cebola
fomos despindo as camadas de luz
a escuridão era um céu estrelado
que não fazia sentido
chamar-se escuridão

onde ali dentro
você me tocava o sagrado

embaixo de todas elas
acendemos os olhos abertos
quando abrimos os peitos
e os zíperes pra entrar ar
você me ensinou a respirar
com a lentidão de um oceano
escutei o mar dentro de mim
e aquiesci

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