voyeur

engoli os beijos
que caíram mergulhados no ácido
meu estômago fervia em bolhas
olhamos pro teto abobadado
em que as estrelas se escondiam
e naquela vitrine do universo
os deuses quânticos nos assistiam
numa casa de suíngue celeste
dissecaram nosso sexo humano
que derretia sob a língua
anestesia doce na ponta dos dedos
aurora boreal nos corpos

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