desembarques

sento-me na primeira fileira da montanha russa
com seus letreiros acesos de motel
quinta categoria nas ruas sujas de pinheiros
mochila nas costas sem saber pra onde vai
eu sempre acabo no rio de janeiro
com o peito estourado pelos seus tiros
acendendo mil cigarros e dançando no chão
deitada no chão querendo que você caia
se estrumbique do meu lado e acorde
os números dos quartos sem meia luz
apaga a luz acende meu corpo
dou um trago pra fingir que

embarco novamente e desço em copacabana
doendo o corpo todo e sou torpor
que a gente nunca mais vai se amar
como naquela chuva da madrugada
do mês de novembro com promessas
de não de não de não de não de não
se envolver quando já era tarde

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