pintura renascentista

Viramos tinta,
pincelados em poros de tecidos epidérmicos,
aroma fresco de cores fortes,
nos afrescos renascentistas
de velhas construções,
escorre pelas colunas dos edifícios vertebrais,
risos animalescos e garras felinas
vão gastando o reboco
das paredes suadas de mofo
de livros usados e contos mitológicos
que vão se repetindo há eras
sobre o inefável ato de pintar
amores molhados em telas secas
até rachar sulcos e ranhuras
e ficar sólido nas paredes
dos órgãos vitais.

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