espalhadores

quebrava um vidro de tinta
no meio do chão de taco
esparramava-me líquida
manchando rodapés e paredes
eu espirrei desacelerada
chuva no meio do quarto
pra ser pintura fresca
e a carne fresca
entre as roupas amassadas
eu me vi nu e te vi nua
eu mulher e você homem
trocados no espelho dos olhos
na bagunça da sua casa
eu tinta e você chão
esparramamo-nos
pra ser bagunça um do outro

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