a maré maré

amores são
como marés
altas e bravas
cheias de tormenta
baixas e mansas
águas limpas na areia

amores se vão
e voltam na praia
com a mesma intensidade
e melancolia na borda
viram espuma
– e somem
enchem a orla
e o peito
arrastam-me ao fundo
o mar é traiçoeiro
intento de afogamento

que desespero esse!

nadar e nadar
trombas d’água
joelhos ralados na areia
toda vez que me banho
apaixono-me assim

o mesmo amor
maré cheia

amasso-me
esqueço-te
maré baixa

quando acho que te esqueci
mergulho e percebo que
sempre voltas – e reviravoltas
seu beijo de sal me enche
à lembrança do mar revolto
eis-te maré, nada

constante

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