florais queimados

me diz então seu calcanhar
posso quiçá retratar suas falhas
lamber suas rugas ao canto d’olho
secar seu choro mando ao fel
[da minha boca
rasgar sorriso frouxo
entumescida a minha flor
desabrocho as roupas de outono
desabotoo um timbre da pestana
nosso sons nunca estão ocos
bate a chuva na janela
retumbantes sofrimentos de querer
o querer! o querer! o querer!
despetalo até o tálamo
dessa lógica cervical
um desejo aceso: incenso
aroma que roubamos das nucas
dou-lhe flor quando nino
nada meninos brincamos
apaches ou dedos ou flâmulas
incêndio cômodo no quarto: orgasmo
mastigo as folhas do seu jardim
mordida a fruta do éden

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