poema marginal piegas

ponho coltrane pra tocar, espero chegar
meu poema marginal pra te presentear
uma cuspida suja no chão de asfalto novo
no entanto, quando tento escarrar-me de horror,
pego-me sorrindo à lembrança de teus beijos
ontem não consegue ser um chiclete usado
tuas mãos às cegas sobre a seda em meu seio
meus lábios às pressas buscando teu afago
eu vestida queria-me nua
tu me olhavas quase rindo
como se eu fosse a única na rua
de fato era: acaso lindo

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