alteridade: série de autorretrato

Este experimento autoanalítico misturou as artes da Fotografia e da Serigrafia para evocar o conceito de Alteridade. A antropologia costuma defini-la como uma agregação de valores que provém externamente para formar a identidade de um sujeito. Tais valores podem ser relacionados ao momento histórico, às condições socioeconômicas, ao local onde se vive, à sociedade em que se está inserido, entre outras referências. A formação de uma alteridade é, portanto, a construção do pensamento do indivíduo como pessoa que se relaciona com o mundo.

Assim como a alteridade interfere na construção subjetiva da identidade, a serigrafia interfere no sentido original do retrato. A estampa é feita por cima, portanto não é um aspecto original da fotografia, mas uma arte agregada e sobreposta. Desta forma, o autorretrato não se trata de uma obra fotográfica, mas sim de serigrafia sobre fotografia.

Este trabalho me proporcionou a oportunidade de desenvolver duas técnicas artísticas juntas, além de me fazer refletir sobre mim mesma, sobre quem sou, a minha formação e os valores que dou às coisas ao meu redor.

Foi com muito prazer que pude trabalhar ao lado do meu pai para criar esta obra e produzi-la com pensamento. Cada detalhe foi pensado esteticamente para caber na proposta conceitual e isto é o que me fez gostar ainda mais desta série de autorretratos.

 


Obras produzidas em parceira com Luis H. Rankin Romaro.


Setembro de 2012.

(re)fluxus

A coletânea “(re)fluxus” é composta de poemas escritos sob fluxo de consciência, uma técnica utilizada quando o compositor literário traz à tona palavras, pensamentos e sentimentos imediatos, sem racionalizar a estrutura textual. Junto a esta técnica, combinam-se o pessimismo, o pecado, a sujeira, a melancolia e ode à morte e à putrefação.

Projeto em andamento.

Para conferir alguns poemas, acesse: (re)fluxus.